| 15 | SAMPINHA.... Todos os dias, Milhares vem de fora, Pra morar aqui, Eu não, eu nasci neste lugar, E nas minhas veias, Corre sangue misturado, À tua cinza fuligem. E em meu coração, Moram as tuas formas, Teus altos predios, E suas casas de dura fachada, Quando ando pelo Ibirapuera, Meus pés sentem-se em casa, E o frio granito, Do teu alvo obelisco, Me diz memorias de criança. Os sons da paulista, Com seus ferozes veiculos, Fugindo e caçando o cotidiano, Mexe com meus nervos, E transforma a balburdia, Em um doce coro musical! |