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SAMPINHA....

Todos os dias,
Milhares vem de fora,
Pra morar aqui,
Eu não, eu nasci neste lugar,
E nas minhas veias,
Corre sangue misturado,
À tua cinza fuligem.
E em meu coração,
Moram as tuas formas,
Teus altos predios,
E suas casas de dura fachada,
Quando ando pelo Ibirapuera,
Meus pés sentem-se em casa,
E o frio granito,
Do teu alvo obelisco,
Me diz memorias de criança.
Os sons da paulista,
Com seus ferozes veiculos,
Fugindo e caçando o cotidiano,
Mexe com meus nervos,
E transforma a balburdia,
Em um doce coro musical!